SOBRE OS PERIGOS DE UMA UNICA HISTÓRIA






Postado por: Indira Aleluia. 


Apesar da vulnerabilidade extrema e exposição a pobreza notórias da região, a escritora por pertencer a uma família de classe média, com o pai professor e a mãe administradora, tinha acesso a “regalias” e conforto, incluindo empregadas domésticas, (falar do menino de família pobre) vindas de aldeias da regiões. Do mesmo jeito que temos o conceito (único) sobre a África é mundial, menos para quem vive lá, pois tem o conhecimento da vivência de vários conceitos. Como o exemplo do menino (Fidê), no qual a única história e conceito era de que pertencia a uma família pobre e apenas isso. Não via que as pessoas poderiam ser criativas. Quando ela chegou nos Estados Unidos, a colega de quarto tinha apenas um conceito (uma história) sobre o que era ser africana, onde existem lindas paisagens com maravilhosos animais e pessoas extremamente pobres lutando e morrendo de fome. Houve o professor que afirmou os romances escritos por ela não eram autenticamente africanos, ou seja, não era normal uma pessoa vivendo sob o mesmo aspecto da extrema pobreza.
Ocorre uma tendência a uma única visão, não conseguem ver ao redor, pois de certa forma, acabam se amedrontando. A única história faz com que não se tenha conhecimento do real acontecimento, refletindo na falta de dignidade de um povo.

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