Postado
por: Indira Aleluia.
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| Fonte: <http://www.capoeirashow.xpg.com.br/historia.html> Acesso em: 26 de mai de 2018. |
Lembro que durante a minha infância, a capoeira era chamada de luta ou
mesmo de esporte. Além de sempre ouvir que era vinda dos negros escravos que
internamente, relacionava com os afrodescendentes e (pela minha lógica)
da África.
Alguns anos se passaram e com eles os conhecimentos enriquecedores. Um
deles é que a Capoeira não veio da África trazidas por homens e mulheres que
foram escravizados. A capoeira é uma expressão cultural. Isso mesmo! Expressão
cultural e brasileira.
Ops... como assim?
Passei a desconstruir os conceitos já formados.
Então, pois é! É uma expressão cultural, pois mistura diversas
características culturais, como: esporte, cultura popular, música e também arte
marcial.
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| Fonte: Com o nome de: "Jogar Capoeira" ou Danse de la Guerre, de Johann Moritz Rugendas, de 1835. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Capoeira#/media/File:Rugendasroda.jpg> acesso em: 26 de mai de 2018. |
Brasileira,
sim. Pois foi criada e desenvolvida por brasileiros que, em sua maioria, eram
descendentes de africanos escravizados. Surgiu nos anos finais do século XVI no
tão famoso Quilombo dos Palmares. Os Quilombos eram os locais onde seres
humanos escravizados se refugiavam para (apenas) ter liberdade.
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| Fonte: <http://capoeirabayarea.com/history/senzalas-and-quilombos/> Acesso em: 26 de mai de 2018. |
Arte
marcial e esporte, pois conta com movimentos complexos e ágeis e alguns golpes
também. São acrobacias rasteiras (próximo ao solo) ou mesmo aéreas, além de
cotoveladas, cabeçadas, joelhadas e chutes.
O que
diferencia a capoeira das outras artes marciais é a música. Aos que praticam
essa expressão cultural, lhes cabem não apenas aprender a lutar, mas também
precisa aprender a cantar e a tocar os típicos instrumentos como o berimbaus,
atabaque, pandeiro, agogô e o ganzuá. Seguindo o ritmo com conteúdo.
A
capoeira é considera atualmente, um Patrimônio Cultural Imaterial (ou
intangível) que engloba as principais expressões culturais de grupos de indivíduos
ou etnias. A capoeira também é um expressão de respeito a ancestralidade, uma
maneira de preservar tradições e transferí-las para as gerações futuras.
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| Fonte: <http://www.capoeiraesportebrasileiro.xpg.com.br/conteudo/maculele.html> Acesso em: 26 de mai de 2018. |
O
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) registrou no ano
de 2008 a Roda de Capoeira como um bem cultural se baseando em inventário
realizado nos berços dessa expressão cultural (Pernambuco, Bahia e Rio de
Janeiro). Já em 2014 foi a vez da Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) dar (finalmente) o título de Patrimônio Cultural
Imaterial da Humanidade.
A
Roda de Capoeira é quando os praticantes (capoeiristas) formam um circulo, bateria
musical e iniciam a pratica de toda essa riqueza cultural.
Falcão (2003, p.78) afirma
que:
“na roda, o capoeira se completa, joga, luta exibe-se para os assistentes, torna-se um verdadeiro artista, afinal, no jogo da roda, o capoeira é o centro das atenções. Essa particularidade faz da roda de capoeira , um universo empolgante, capaz de fazer emergir as mais diferentes emoções”.
Além dos já referenciados, segue mais referências:
BARBIERE, Cesar. Um
jeito brasileiro de aprender a ser. Brasília: DEFER, Centro de Informação e
Documento sobre a Capoeira (CIDOCA-DF), 1993.
CAPOEIRA, Nestor.
Capoeira: Os Fundamentos da Malícia. Editora Record, Rio de Janeiro, RJ,1992.
COSTA, Lamartine pereira
da. Capoeira sem mestre. Rio de Janeiro, Edições de Ouro, 1962. (Reedição do
Capoeiragem, a arte da defesa pessoal brasileira.). Didática da educação
física1 / Org. Elenor Kunz. –3.ed.—Ijuí Ed. Unijuí, 2003 – 160 p. : il. –
(Coleção educação física)
FALCÃO, J. L.C(1996) A
Escolarização da Capoeira. ASEFE-Royal Court Publisher, Brasília-DF
FREITAS, Jorge Luiz de.
Capoeira na educação física: como ensinar?/ Curitiba, Editora Progressiva,
2007.
SANTOS, Gilberto de
Oliveira. Alguns significados da capoeira, da linguagem corporal, da educação
física..., Revista Brasileira de Ciências e Esporte, Campinas, v. 30. N. 2,
p.123 – 136, jan. 2009
HUIZINGA, Johan. Homo
Ludens: o jogo como elemento da cultura. Tradução de João Paulo Monteiro. 2ªEd.
São Paulo: Perspectiva, 1990.




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