AFRO-ETNOMATEMÁTICA, ÁFRICA E AFRODESCENDÊNCIA

Afro-etnomatemática, África e Afrodescendência



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                Podemos descrever Afroetnomatemática como uma área voltada ao conhecimento e aprendizado da matemática, direcionada aos povos afrodescendentes. Aqui no Brasil, a afroetnomatemática iniciou-se através de práticas pedagógicas com influência do Movimento Negro, atuando em comunidade e remanescentes de quilombos, porém, foram encontradas algumas resistências por parte desse contingente, no sentido de não querer estudar matemática, porque muitos acreditavam em um credo esdruxúlo e racista de que “ negro não dá para a matemática”, criando assim uma barreira e medo interior entre eles, ocasionando em um fracasso na tentativa de educação matemática na maioria dos afrodescendentes.
              Muitos educadores não eram preparados e as aulas eram descontínuas, como também o sistema educacional mostrava-se precário, Entretanto, a afroetnomatemática, buscava evidenciar e mostrar como exemplo, o sucesso ocorrido nas civilizações africanas remotas da antiguidade, onde eles desenvolveram conhecimentos nas áreas de arquitetura  e engenharia.
           Henrique Júnior emfatiza a ilustre contribuição dos afrodescendentes: Mestre Valentin, Theodoro Sampaio, André Rebouças, Antônio Rebouças e Manoel Quirino. Todos estes e vários outros cooperaram na construção de projetos arquitetônicos e urbanização em várias cidades brasileiras, contudo, alguns desses, não tinham diploma profissional para assinar como tal.
          A colonização africana imposta pelos europeus, fez com que as teorias racistas ganhassem espaço no mundo ocidental, atrasando ainda mais os conhecimentos sobre o continente europeu, criando uma falsa literatura nos séculos xix e xx..
       Concluindo o raciocínio do autor, a proposta pedagógica da afroetnomatemática é estudar o ser humano em sua totalidade, respeitando as diferenças e promovendo um debate aberto em relação às minorias, estudando também temas como o osso de Ishango, o jogo Mancala, formas geométricas nos fractais, gráficos na areia (também conhecidos como gráfico de Sona), capoeira e o jogo de búzios. 
        Através deste projeto, os alunos são capazes de resolver questões do dia a dia, utilizando a probabilidade, uma das matérias clássicas da matemática. Podemos trabalhar também o raciocínio lógico e demonstrar alguns exemplos de combinatória mediante esses jogos africanos 

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